Doenças Saúde e Bem Estar

Diabetes tem cura? quais as causas sintomas e tratamentos

Diabetes tem cura? quais as causas sintomas e tratamentos
5 (100%) 1 voto Gostou Do Artigo?Deixe Seu Voto

O diabetes possui longo histórico nas sociedades humanas. Foi citada em documentos provenientes do Egito Antigo (em torno de 1500 a.C.). Diabetes é uma palavra de origem latina que significa “sifão” termo que faz analogia com a micção abundante própria da doença.

Os gregos antigos também realizaram estudos sobre a diabetes e já usavam essa nomenclatura.
Apesar de serem conhecidos por longos anos, todos os seus segredos ainda não foram desvendados. Ainda pairam sobre a doença algumas dúvidas. Critérios sobre sua classificação ainda não claros. Não se conhecem claramente todos os mecanismos causadores da doença.

Atualmente o diabetes é definido como uma condição crônica de saúde. Caracteriza-se pelo excesso de glicose na corrente sanguínea e produção deficiente de insulina pelo pâncreas.
O diabetes mellitus tipo1 possui sua especificidade devido a pouca produção de insulina pelo pâncreas ou mesmo a total de ausência da produção do hormônio. Com essa deficiência há impossibilidade da utilização do açúcar pelo organismo para a produção de energia. Há o aparecimento de sintomas como sede intensa, boca seca e micção constante.

O que diferencia o diabetes mellitus tipo 1 ao do tipo 2, é que o primeiro advém de um problema genético, podendo ser hereditário e tem seu diagnóstico geralmente obtido durante a infância ou adolescência.O diabetes mellitus tipo1 não é passível de cura. Seu controle se realiza através de injeções diárias de insulina, controle da alimentação.

No diabetes mellitus tipo 1 ocorre um processo autoimune, em que as células betas do pâncreas são destruídas. Essa destruição resulta na deficiência da secreção da insulina. Esse quadro leva a ocorrência de cetoacidose, geralmente o primeiro sinal da doença. A cetoacidose caracteriza a deficiência máxima de insulina.

Os casos de incidência de diabetes mellitus tipo 1 são maiores entre os 10 e 14 anos de idade, vão diminuindo de maneira progressiva até os 35 anos. Apesar disso, pessoas de qualquer idade podem ser acometidas pela diabetes tipo 1.

Como diagnosticar a diabetes?

Para diagnóstico da diabete mellitus tipo 1 os sintomas tem grande importância. Fome intensa, perda de peso, mesmo com muita ingestão de alimentos, muita sede e micção frequente são os sintomas mais comuns.

Quando o organismo não produz quantidade suficiente de insulina, o paciente recebe o diagnóstico de diabetes. Outro sintoma da diabetes é o cansaço excessivo proveniente de falta de energia nas células do corpo. A impossibilidade de entrada de açúcar nas células faz com que a sua concentração se eleve no sangue.

A sede excessiva, vontade constante de urinar são sintomas que muito incomodam os pacientes diabéticos. Eles ocorrem porque quando há alto índice de açúcar no sangue, o rim é eleito como uma via para a eliminação. Com isso, a pessoas bebem muita água, urinam muito. Os rins, devido à sobrecarga, estimulam essas vontades nas pessoas.

O exame de sangue medindo a quantidade de açúcar presente é utilizado para o diagnóstico tanto do diabetes mellitus tipo 1 quanto ao tipo 2.O cotidiano da criança ou do adolescente sofre grande mudança devido ao diagnóstico do diabetes mellitus tipo 1. Por ser uma doença crônica, ela exige mudanças drásticas e permanentes na rotina.Quais

Quais são os tratamento para diabetes

Para se tratar à diabetes mellitus tipo1 é necessário terapia com insulina, em doses prescritas pelo médico após a realização de exames apurados. A meta é conseguir manter os níveis glicêmicos em torno de 70 a 130 mg/dL antes das refeições e menores que 180 mg/dL após das refeições.

O controle alimentar também é preponderante. A ingestão de alimentos ricos em açúcar deve ser restringida ao máximo. As pessoas expostas a essa condição deve estar consciente que não é um problema passageiro, mas que estará presente ao longo de sua vida. Por isso, deve haver uma reeducação alimentar, com uma alimentação com baixo teor de carboidratos. Onde pães, bolos, macarrões, biscoitos e até mesmo algumas frutas devem ser consumidos de forma esporádica e com bastante vigilância.

As práticas de atividades físicas também são muito importantes. Devem ser agregadas no cotidiano, realizadas pelo menos 3 vezes por semana. Os tipos de atividades devem ser supervisionados por um profissional da saúde, mas geralmente devem incluir práticas de exercícios leves, como natação, caminhadas e corridas.

Um tratamento feito de forma contínua e controlado é essencial na prevenção de possíveis complicações decorrentes do diabetes mellitus tipo 1. Dificuldades na cicatrização, má circulação, insuficiência renal, problemas de visão são algumas complicações possíveis.

Aprender a medir o nível de açúcar do sangue, também faz parte do tratamento, para que os níveis glicêmicos não ultrapassem os limites adequados.Com um pouco de esforço e dedicação, as atividades adequadas para a manutenção do tratamento são naturalizadas pelo paciente, proporcionando uma boa qualidade de vida.

Quais são as causas da diabetes

Como já foi citadas acima, as causas da diabetes mellitus tipo 1 está ligado a problemas decorrentes de mau funcionamento do pâncreas.
O pâncreas é uma glândula, ela compõe tanto o sistema digestório quanto o sistema endócrino dos vertebrados. É responsável pela produção do suco pancreático, pela produção de hormônios como a insulina, o glucagon e a somatostatina.
Existem outras causas, apesar de serem mais raras. São elas:
⦁ Doenças como câncer no pâncreas, fibrose cística;
⦁ Administração prolongada de antipsicóticos, tiazidas, esteroides, antirretrovirais;
⦁ Retirada de mais de 90% do pâncreas, lesões no pâncreas e pancreatite.
O acompanhamento de profissionais de saúde com médico endocrinologista é essencial para estabilização da doença e uma boa qualidade de vida.
Sintomas
Os sintomas provenientes da diabetes mellitus tipo 1, aparecem mais em crianças e adolescentes. Geralmente a descoberta da doença decorre dos incômodos gerados por esses sintomas. Os mais comuns são:
⦁ Urina em excesso, incluindo as micções noturnas (poliúria);
⦁ Muita sede, sede em excesso, mas sensação de boca seca (polidipsia);
⦁ Peso cada vez mais baixo, mesmo com grande apetite;
⦁ Muito cansaço;
⦁ Constante sensação de fraqueza e desanimo;
⦁ Sono aumentado, letargia;
⦁ Coceiras pelo corpo;
⦁ Episódios de infecções recorrentes.

Além dos sintomas citados a criança e o adolescente podem ainda pode ser alvos de tremores, suor frio, tonturas e apatia quando os índices glicêmicos encontraram-se altos. Por isso, o controle da taxa de glicose no sangue deve ser monitorado e a procura de ajuda médico deve ser feita.

Diferenças diabetes mellitus tipo 1 e diabetes mellitus tipo 2

A diabetes mellitus tipo1 é mais rara que a diabetes mellitus tipo 2. Fazendo uma analogia em termos gerais, encontramos as seguintes diferenças:
⦁ Sintomas
Tipo1: Aparecem sobretudo na infância, adolescência ou nos anos iniciais da vida adulta.
Tipo2: São mais comuns na fase adulta ou em idosos.
⦁ Diagnóstico
Tipo1: É realizado frequentemente devido ao aparecimento de sintomas.
Tipo 2: É feito, geralmente, antes de aparecerem sintomas.
⦁ Uso de insulina
Tipo 1: Geralmente os pacientes são dependentes de insulina, com uso de injeções diárias.
Tipo 2: Nem sempre há o uso de insulinas, podendo o índice glicêmico ser controlado apenas com a alimentação e exercícios físicos.
⦁ Prevenção
Tipo 1: Não pode ser prevenida por ser tratar de uma doença com possíveis causa genéticas.
Tipo 2: É possível prevenção com adoção de alimentação equilibrada e prática de atividades físicas regulares.

As crianças e o diabetes mellitus tipo 1
O diagnóstico de uma condição de diabetes mellitus tipo 1 em uma criança é um fato que causa muitos inquietamentos no seio familiar. O que fazer? Como fazer com que o cotidiano dessa criança seja agradável? Como minorar o sofrimento? Como encucar nesta criança a necessidade de controle de alimentação tão rigorosa?Abaixo seguem orientações para auxiliar nessa árdua, mas possível tarefa.

⦁Os horários das refeições devem ser fixos. Sendo feitos sempre nos mesmos horários, com intervalos curtos, incluindo seis refeições diárias.
⦁ Deve oferecer alimentos que contenham baixo índice glicêmico. Esses alimentos trarão saciedade sem oferecer riscos eminentes de aumento da taxa glicêmica.
⦁ Os alimentos ricos em açúcar não devem ser oferecidos. Usar adoçante com moderação.
⦁ Os membros do grupo familiar devem auxiliar a criança e evitar o consumo de doces e guloseimas dentro de casa. Por maior conscientização que a criança possa ter esse tipo de alimento por ser muito saboroso é uma tentação para ela. Mesmo que ela não consuma a negativa gera estresse e sofrimento.
⦁ Em festas de aniversário oferecer a crianças, doces que não utilizem açúcar, como pipoca com canela, gelatina diet, biscoitos diet (verificar os rótulos dos alimentos antes de oferecer a criança).
⦁ A prática de exercícios deve ser incentivada, como passeios de bicicleta, danças, jogos de futebol ou natação.
⦁ A hora de aplicação de insulina deve ser um momento tranquilo com muita conversa e carinho.
⦁ Ainda na aplicação da insulina, a participação da criança de ser incentivada, a escolha do dedo que será picado, deve ser negociada, assim como quem vai segurar a caneta de insulina. Por mais que pareça ser algo sem importância, a inclusão da criança no processo de decisão, a põe numa situação de protagonista durante seu tratamento, saindo do papel de vítima.
⦁ A parceria da escola em que a criança estuda também é muito importante. Afinal, grande parte do dia será neste espaço que ela estará. A escola precisa ser informada sobre as condições de saúde da criança para ela não coma alimentos que podem prejudicar seu tratamento.

A criança precisa ser informada sobre a doença que sofre e ser agente ativo de seu tratamento. As orientações devem ser adaptadas à faixa etária das crianças.

Alimentação
A utilização de insulina para os portadores de diabetes mellitus tipo 1 deve ser feita por toda sua vida. Devido a essa dependência a sua alimentação deve ser gerida e controlada observando essa utilização contínua. A orientação de um nutricionista é importante.
Não excluindo a orientação do nutricionista, seguem recomendações a cerca da dieta indicada (ou não) aos portadores da diabetes mellitus tipo1:
⦁ Alimentos permitidos
A alimentação saudável deve ser o objetivo. Preferência em alimentos naturais ou pouco processados. O consumo de verduras, frutas (com algumas restrições), carnes magras, cereais integrais, peixes deve ser estimulado. Mais deve ser muito controlado o consumo de alimentos ricos em carboidratos, laticínios e algumas frutas. Devem ser consumidos levando-se em conta o uso de insulina e divididos em refeições no decorrer do dia. A leitura de rótulos e embalagens deve fazer parte da rotina do diabético, para mantê-lo informado sobre os componentes dos produtos que serão consumidos.
⦁ Alimentos proibidos
Todos os alimentos que contribuem para a elevação exagerada do nível glicêmico na corrente sanguínea não devem ser utilizados pelo portador de diabetes mellitus tipo1, nem mesmo em pequenas quantidades. São alimentos com quantidades excessivas de açúcar, que podem causar danos sérios para a saúde desse paciente. Alimentos como bolos, biscoitos, bolachas, refrigerantes, sucos industrializados, bebidas alcoólicas devem ser excluídos definitivamente da dieta do diabético.

Complicações Crônicas
As complicações mais comuns acometem olhos, nervos, rins, coração, vasos cerebrais e pé.
É necessário que cuidados sejam tomados para prevenção dessas complicações.
⦁ Rins
Para se manter os rins saudáveis é necessário manter o nível de açúcar controlado além da pressão arterial. Mantenha uma dieta balanceada com quantidades adequadas de carboidratos e proteínas. Não fumar e fazer exercícios físicos com regularidade.
⦁ Olhos
Os olhos devem ser objeto de cuidados mais que especiais. As complicações mais graves podem levar a cegueira. Altos índices glicêmicos podem causar turvação visual que regride com o controle do nível de açúcar no sangue. O acompanhamento do oftalmologista deve ser contínuo com avaliações de fundo de olho periódicas.
⦁ Nervos
A neuropatia diabética é prevenida com controle efetivo dos níveis de açúcar na corrente sanguínea. Quando há alterações nos nervos, a pessoa é acometida de formigamento, agulhadas, causando dor e diminuindo a sensibilidade. Podem acontecer sobretudo nos pés e nas mãos, com apresentação bilateral.

diabetes

Foto:Divulgação/Pixabay

⦁ Coração
Para que se diminua os riscos de doenças como infarto e angina, a pessoa portadora do diabetes mellitus, precisa controlar além dos níveis glicêmicos, a pressão arterial e os níveis de colesterol e triglicérides no sangue. O risco é aumentado quando o diabético é fumante e leva vida sedentária. Dessa forma, o paciente eleva as chances de adquirir doenças por obstrução de vasos sanguíneos grandes, como as coronárias, vasos dos membros inferiores e também vasos cerebrais.
⦁ Pés
Os pés, para o portador de diabetes, devem ser alvos de cuidados constantes desde o diagnóstico inicial da doença. Eles são mais propensos a lesões e infecções. As infecções são mais frequentes quando há associação da neuropatia diabética e também da má circulação. Por isso, devem permanecer sempre secos, livre de micoses e com o uso de sapatos confortáveis.

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

Seja o primeiro a comentar!

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
entre em contato com o suporte.